Terça 14 Agosto 2018

Estimulação Transcraniana de Corrente Continua (ETCC)

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tDCSA Estimulação Transcraniana de Corrente Contínua é uma técnica não invasiva de estimulação cerebral de baixo custo, fácil aplicação e transporte. Sua função baseia-se na alteração do potencial de repouso da membrana neuronal para induzir alterações na excitabilidade cortical. Além disso, tem baixos efeitos adversos relacionados - coceira, formigamento, cefaleia, queimação.

O material é composto por um aparelho, duas baterias, dois eletrodos (ânodo e cátodo), duas esponjas e soro fisiológico (FIGURA). Estes eletrodos dispostos em diferentes montagens no escalpo, criam um fluxo de corrente elétrica contínua e de baixa intensidade que atinge uma determinada região do córtex cerebral causando modulação de acordo com a polaridade. A estimulação anódica induz despolarização da membrana neuronal, facilitando o disparo neuronal. Enquanto a estimulação catódica tem efeito oposto. Ou seja, o cátodo causa hipepolarização da membrana neuronal.  Também é possível realizar estimulação sham (simulada). Neste caso o aparelho realiza um rampa até atingir a intensidade da corrente desejada, mas em seguida a corrente é gradativamente reduzida, até o aparelho ser desligado. Os efeitos são percebidos pelo voluntário, porém não há estimulação ativa. Atualmente o seu uso é principalmente na reabilitação de funções cognitivas, tratamentos de pacientes com transtornos do humor, dor aguda e crônica.

 

Figura – Ilustração do aparelho de ETCC no escalpo. Neste caso estimulação anódica.

 


Projetos do Grupo Dor&Neuromodulação vinculados a técnica:

A)      Efeito da estimulação transcraniana por corrente contínua e eletrocacumpultura na dor, capacidade funcional e excitabilidade cortical de pacientes com osteoartrite

B)       Estudo do Cérebro por neuroimagem funcional óptica em pacientes com dor crônica usando psicofármaco e estimulação Transcraniana

C)       Estudo do cérebro por neuroimagem funcional óptica em pacientes fibromialgicas usando estimulação transcraniana por corrente contínua

D)      Efeito da estimulação transcraniana por corrente contínua na dor crônica associada a endometriose

E)       Avaliação do efeito potencializados da estimulação transcraniana por corrente contínua sobre analgesia opióide em limiares de dor em humanos

F)       Análise da capacidade atencional de pacientes com fribromialgia submetidas a intervenção com ETCC: ensaio clínico randomizado, cego, cruzado, controlado com ETCC-Sham

G)      Desenvolvimento de aparato de estimulação Transcraniana de corrente contínua para uso domiciliar

 

Teste de quantificação sensitiva / Algometria / Teste de modulação condicionada da dor

Aline Patrícia Brietzke

Teste de quantificação sensitiva (TQS) é um método simples de avaliar limiares de percepção sensitiva frente a um estímulo de intensidade controlada avaliando fibras grossas e finas. O aparelho é composto por um termodo 30x30 mm2, com estímulo térmico de 1°C/s (Figura 1). É o melhor método para detectar, caracterizar e quantificar alterações sensoriais, hipoestasia e hipoalgesia ao calor e ao frio, e por isso é útil tanto para estudos epidemiológicos e ensaios clínicos controlados. É um método simples, não doloroso, de fácil entendimento, usado basicamente para monitorar a progressão de doenças, avaliar respostas terapêuticas, bloqueios e avaliação dos pacientes com neuropatia que apresentam perda ou aumento da sensibilidade cutânea.

 

Figura 1 – Teste de Quantificação Sensitiva. Termodo colocado sobre a parte interna do antebraço

Algometria de pressão é uma técnica que visa quantificar a capacidade de percepção e de tolerância dolorosa através de estímulos físicos (pressão sobre os nociceptores). Na ponta do aparelho existe uma ponta redonda de 1 cm de diâmetro que é colocado sobre a pele (figura 2). Aplica-se pressão direta até iniciar a dor, medida em Kilograma-força. Os locais para realizar a técnica podem variar, conforme o protocolo de pesquisa. Alguns desses locais podem ser: parte interna do antebraço ecoxa e músculo masseter.De acordo com o grau de mielinização, os neurotransmissores apresentam diferentes características de condução, produzindo assim padrões clínicos distintos6. O limiar de percepção e de tolerância dolorosa de um determinado neurotransmissor está relacionado com a capacidade de captação nociceptiva, dos controles excitatórios superiores e indiretamente relacionado com os controles inibitórios superiores. Quando os estímulos subliminares produzem percepção dolorosa (alodínia) ou quando o indivíduo possui tolerância reduzida a estímulos dolorosos (hiperalgesia) caracterizam quebra desta harmonia.

 

Figura 2 – Algômetro de pressão

Teste de modulação condicionada da dor (CPM) é a capacidade do cérebro para regular a experiência da dor. É um teste cientifico para investigar a maneira analgesica endógena deste ajuste. Uma dor é produzida por um estímulo (acondicionamento) em uma parte do corpo. Esta dor é reduzida por um outro estímulo de dor simultâneo, ou seja, um segundo teste em uma parte do corpo distante. Normalmente é realizado junto com o QST. Num braço é realizado o QST e no outro o CPM. O CPM é realizado com a imersão da mão contralateral ao estimulo da dor por QST em um frasco com água fria (Figura 3). O efeito do CPM é a avaliação reduzida da primeira sensação de dor pelo segundo estímulo do teste, igualmente descrita como “a dor de inibição dor”. A Baixa eficiência do CPM indica uma baixa capacidade inibir a dor através dos sistemas endógenos do corpo. Este fato está associado com várias síndromes da dor, incluindo desordens temporomandibulares, fibromialgia e cefaleia e com a dor crônica e neuropática.

 

Figura 3 – Teste de modulação condicionada da dor. Braço direito com QST e mão esquerda na agua fria. Solicita-se ao indivíduo para prestar atenção a sensação de calor provocado pelo QST enquanto a mão esquerda está na água fria. A proposta do teste é fazer o cérebro desviar a atenção da sensação dolorosa provocada pelo calor e se concentrar na água fria. Mas o indivíduo deve prestar atenção na sensação de calor. CPM também pode ser realizado com algometria e agua fria.

 Projetos do Grupo Dor&Neuromodulação vinculados as técnicas:

A)      Efeito da estimulação transcraniana por corrente contínua e eletrocacumpultura na dor, capacidade funcional e excitabilidade cortical de pacientes com osteoartrite

B)       Estudo do Cérebro por neuroimagem funcional óptica em pacientes com dor crônica usando psicofármaco e estimulação Transcraniana

C)       Estudo do cérebro por neuroimagem funcional óptica em pacientes fibromialgicas usando estimulação transcraniana por corrente contínua

D)      Análise da capacidade atencional de pacientes com fribromialgia submetidas a intervenção com ETCC: ensaio clínico randomizado, cego, cruzado, controlado com ETCC-Sham

E)       Efeito da Estimulação magnética Transcraniana na Neuromodulação cortical, subcortical e nos limiares de dor em pacientes com dor crônica miofacial   


Escalas validades pelo Grupo de Dor&Neuromodulação

 

A - Validação da Escala de Pensamento Catastrófico

B -  Validação do equipamento teste quantitativo sensorial brasileiro (QST)

C - Validação da Escala funcional de Dor

D - Validação da escala de Ansiedade Traço-Estado IDATE.

 


Estimulação Transcraniana por Corrente Continua (ETCC)

Aline Patrícia Brietzke

 

A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua é uma técnica não invasiva de estimulação cerebral de baixo custo, fácil aplicação e transporte. Sua função baseia-se na alteração do potencial de repouso da membrana neuronal para induzir alterações na excitabilidade cortical. Além disso, tem baixos efeitos adversos relacionados - coceira, formigamento, cefeleia, queimação. O material é composto por um aparelho, duas baterias, dois eletrodos (ânodo e cátodo), duas esponjas e soro fisiológico (FIGURA). Estes eletrodos dispostos em diferentes montagens no escalpo, criam um fluxo de corrente elétrica contínua e de baixa intensidade que atinge uma determinada região do córtex cerebral causando modulação de acordo com a polaridade. A estimulação anódica induz despolarização da membrana neuronal, facilitando o disparo neuronal. Enquanto a estimulação catódica tem efeito oposto. Ou seja, o cátodo causa hipepolarização da membrana neuronal.  Também é possível realizar estimulação sham (simulada). Neste caso o aparelho realiza um rampa até atingir a intensidade da corrente desejada, mas em seguida a corrente é gradativamente reduzida, até o aparelho ser desligado. Os efeitos são percebidos pelo voluntário, porém não há estimulação ativa. Atualmente o seu uso é principalmente na reabilitação de funções cognitivas, tratamentos de pacientes com transtornos do humor, dor aguda e crônica.

 Figura – Ilustração do aparelho de ETCC no escalpo. Neste caso estimulação anódica.

 


Projetos do Grupo Dor&Neuromodulação vinculados a técnica:

A)      Efeito da estimulação transcraniana por corrente contínua e eletrocacumpultura na dor, capacidade funcional e excitabilidade cortical de pacientes com osteoartrite

B)       Estudo do Cérebro por neuroimagem funcional óptica em pacientes com dor crônica usando psicofármaco e estimulação Transcraniana

C)       Estudo do cérebro por neuroimagem funcional óptica em pacientes fibromialgicas usando estimulação transcraniana por corrente contínua

D)      Efeito da estimulação transcraniana por corrente contínua na dor crônica associada a endometriose

E)       Avaliação do efeito potencializados da estimulação transcraniana por corrente contínua sobre analgesia opióide em limiares de dor em humanos

F)       Análise da capacidade atencional de pacientes com fribromialgia submetidas a intervenção com ETCC: ensaio clínico randomizado, cego, cruzado, controlado com ETCC-Sham

G)      Desenvolvimento de aparato de estimulação Transcraniana de corrente contínua para uso domiciliar

 


Teste de quantificação sensitiva / Algometria / Teste de modulação condicionada da dor

Aline Patrícia Brietzke

Teste de quantificação sensitiva (TQS) é um método simples de avaliar limiares de percepção sensitiva frente a um estímulo de intensidade controlada avaliando fibras grossas e finas. O aparelho é composto por um termodo 30x30 mm2, com estímulo térmico de 1°C/s (Figura 1). É o melhor método para detectar, caracterizar e quantificar alterações sensoriais, hipoestasia e hipoalgesia ao calor e ao frio, e por isso é útil tanto para estudos epidemiológicos e ensaios clínicos controlados. É um método simples, não doloroso, de fácil entendimento, usado basicamente para monitorar a progressão de doenças, avaliar respostas terapêuticas, bloqueios e avaliação dos pacientes com neuropatia que apresentam perda ou aumento da sensibilidade cutânea.

 

Figura 1 – Teste de Quantificação Sensitiva. Termodo colocado sobre a parte interna do antebraço

Algometria de pressão é uma técnica que visa quantificar a capacidade de percepção e de tolerância dolorosa através de estímulos físicos (pressão sobre os nociceptores). Na ponta do aparelho existe uma ponta redonda de 1 cm de diâmetro que é colocado sobre a pele (figura 2). Aplica-se pressão direta até iniciar a dor, medida em Kilograma-força. Os locais para realizar a técnica podem variar, conforme o protocolo de pesquisa. Alguns desses locais podem ser: parte interna do antebraço ecoxa e músculo masseter.De acordo com o grau de mielinização, os neurotransmissores apresentam diferentes características de condução, produzindo assim padrões clínicos distintos6. O limiar de percepção e de tolerância dolorosa de um determinado neurotransmissor está relacionado com a capacidade de captação nociceptiva, dos controles excitatórios superiores e indiretamente relacionado com os controles inibitórios superiores. Quando os estímulos subliminares produzem percepção dolorosa (alodínia) ou quando o indivíduo possui tolerância reduzida a estímulos dolorosos (hiperalgesia) caracterizam quebra desta harmonia.

Figura 2 – Algômetro de pressão

Teste de modulação condicionada da dor (CPM) é a capacidade do cérebro para regular a experiência da dor. É um teste cientifico para investigar a maneira analgesica endógena deste ajuste. Uma dor é produzida por um estímulo (acondicionamento) em uma parte do corpo. Esta dor é reduzida por um outro estímulo de dor simultâneo, ou seja, um segundo teste em uma parte do corpo distante. Normalmente é realizado junto com o QST. Num braço é realizado o QST e no outro o CPM. O CPM é realizado com a imersão da mão contralateral ao estimulo da dor por QST em um frasco com água fria (Figura 3). O efeito do CPM é a avaliação reduzida da primeira sensação de dor pelo segundo estímulo do teste, igualmente descrita como “a dor de inibição dor”. A Baixa eficiência do CPM indica uma baixa capacidade inibir a dor através dos sistemas endógenos do corpo. Este fato está associado com várias síndromes da dor, incluindo desordens temporomandibulares, fibromialgia e cefaleia e com a dor crônica e neuropática.

 

Figura 3 – Teste de modulação condicionada da dor. Braço direito com QST e mão esquerda na agua fria. Solicita-se ao indivíduo para prestar atenção a sensação de calor provocado pelo QST enquanto a mão esquerda está na água fria. A proposta do teste é fazer o cérebro desviar a atenção da sensação dolorosa provocada pelo calor e se concentrar na água fria. Mas o indivíduo deve prestar atenção na sensação de calor. CPM também pode ser realizado com algometria e agua fria.

 


Projetos do Grupo Dor&Neuromodulação vinculados as técnicas:

A)      Efeito da estimulação transcraniana por corrente contínua e eletrocacumpultura na dor, capacidade funcional e excitabilidade cortical de pacientes com osteoartrite

B)       Estudo do Cérebro por neuroimagem funcional óptica em pacientes com dor crônica usando psicofármaco e estimulação Transcraniana

C)       Estudo do cérebro por neuroimagem funcional óptica em pacientes fibromialgicas usando estimulação transcraniana por corrente contínua

D)      Análise da capacidade atencional de pacientes com fribromialgia submetidas a intervenção com ETCC: ensaio clínico randomizado, cego, cruzado, controlado com ETCC-Sham

E)       Efeito da Estimulação magnética Transcraniana na Neuromodulação cortical, subcortical e nos limiares de dor em pacientes com dor crônica miofacial

 


Escalas validades pelo Grupo de Dor&Neuromodulação

 

A - Validação da Escala de Pensamento Catastrófico

B -  Validação do equipamento teste quantitativo sensorial brasileiro (QST)

C - Validação da Escala funcional de Dor

D - Validação da escala de Ansiedade Traço-Estado IDATE. 

Rua Ramiro Barcelos, 2350 - sala 2201E  | Porto Alegre/RS

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